Poeta Artesão

 [...]

Jogou seu texto-movimento;

Alucinadas vidas sem chão.

Ninguém se debruçava ao vento,

Passavam fugidias que são.


São literaturas menores,

Criativas vidas mundanas.

Ilustram cotidianos suores

Em longas caminhadas insanas.


Fixos, dóceis leitores,

Alcançavam em vão

A superfície dos odores.

Vivem fatídica "sensação".


Palavras que não explodem

A potência das singularizações.

Sente-se, assim, as chagas da criação,

O corpo cicatrizado...


...do POETA ARTESÃO!




Escrito por Diego Medeiros às 16h00
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